Como preservar a fertilidade no homem?

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Normalmente, a preservação da fertilidade do homem consiste na congelação de esperma. Nas situações em que não é possível obter espermatozoides no esperma ejaculado, a alternativa é a congelação de tecido do testículo.

A preservação da fertilidade do homem é, em geral, um procedimento fácil, rápido e seguro. Se não preservar a fertilidade, poderá ter menos hipóteses de vir a ser pai depois do cancro.

Pode acontecer que não consiga ser pai depois dos tratamentos do cancro, mesmo quando o risco de infertilidade é baixo.

Congelação de esperma
Congelação do tecido do testículo
Congelação de esperma

Como
1.º São obtidas amostras de esperma, geralmente por masturbação;
2.º O esperma é congelado a temperaturas muito baixas (criopreservação);
3.º Quando o homem assim desejar, o esperma pode ser descongelado e os espermatozoides usados para fecundar óvulos da sua companheira, em laboratório, através de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA);
4.º Os embriões obtidos são transferidos para o útero da mulher, de forma a tentar iniciar uma gravidez.
5.º Em alternativa, os espermatozoides podem ser introduzidos diretamente no útero da mulher; a este processo dá-se o nome de Inseminação Intrauterina (IIU);

Para quem
Todos os homens e rapazes após a puberdade.

Aspetos positivos
Na maioria dos homens, esta técnica permite preservar a fertilidade de forma muito fácil, rápida, eficaz e segura.
Há muita experiência na utilização desta técnica para preservação da fertilidade no homem com cancro.

Taxas de sucesso
Em cada 100 ciclos de fertilização in vitro realizados com esperma congelado/ descongelado de doentes com cancro, cerca de 40 a 50 resultarão numa gravidez.

Aspetos negativos
Esta técnica não permite preservar a fertilidade de crianças e rapazes antes da puberdade.

Riscos
Não existe qualquer risco para o homem que realiza congelação de esperma.
Até à data, os estudos não revelaram risco aumentado de cancro, malformações ou complicações na gravidez ou parto em crianças nascidas utilizando esperma congelado/descongelado.

Congelação do tecido do testículo
Esta técnica pode ser usada em duas situações diferentes:

1. Nos homens adultos e rapazes após a puberdade, quando o esperma ejaculado não contém espermatozoides; nestas situações, a congelação de tecido do testículo é uma técnica eficaz e segura.
2. Em crianças e rapazes na pré-puberdade; nestes casos é a única opção disponível mas é uma técnica ainda experimental, ou seja, há pouca informação sobre a sua eficácia e segurança.

 Como
1.º É realizada uma pequena cirurgia (biópsia) para se recolherem amostras de tecido do testículo; geralmente utiliza-se anestesia local;
2.º As amostras de tecido são preparadas e congeladas a temperaturas muito baixas (criopreservação);
3.º Quando o homem assim o desejar, o tecido testicular pode ser descongelado e os espermatozoides usados para fecundar os óvulos da sua companheira, em laboratório, através de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA);
4.º Os embriões obtidos são transferidos para o útero da mulher, de forma a tentar iniciar uma gravidez.

Para quem
Homens e rapazes após a puberdade, quando não é possível obter espermatozoides no esperma ejaculado – técnica estabelecida.
Crianças e rapazes antes da puberdade – técnica experimental.

Aspetos positivos
É a única técnica que permite preservar a fertilidade de homens sem espermatozoides no ejaculado e em crianças e rapazes na pré-puberdade.

Taxas de sucesso
As taxas de gravidez, embora muito variáveis, são geralmente inferiores às que se obtêm com o uso de esperma congelado.

Aspetos negativos
Pode não ser possível obter espermatozoides no tecido testicular colhido.

Riscos
Após a recolha de tecido por biópsia, podem aparecer hematomas (“sangue pisado”), inchaço ou dor nos testículos. As hemorragias ou infeções são problemas menos frequentes. São raras complicações mais graves, como danos nos nervos ou atrofia do testículo.
Até à data, os estudos não revelaram risco aumentado de cancro, malformações ou complicações na gravidez ou parto, em crianças nascidas utilizando espermatozoides de tecido testicular congelado/descongelado.