Projeto “Criopreservação de tecido ovárico humano: Implicações para a infertilidade feminina”

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Instituição

Grupo de Biologia da Reprodução e Células Estaminais, Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra;

Serviço de Reprodução Humana, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

 

Equipa

Investigador Principal: Mestre Raquel Brito; Orientadores: Professor Doutor João Ramalho Santos e Professora Doutora Ana Teresa Almeida Santos.

 

Duração

2007/2009.

 

Financiamento

Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia: Projecto 02/07.

 

Resumo

As taxas de sobrevivência de pacientes com cancro têm aumentado devido a constantes melhorias no diagnóstico e tratamentos da doença. No entanto, os ovários são muito sensíveis aos tratamentos citotóxicos, tais como a quimioterapia, e em muitas mulheres conduzem a menopausa precoce (falência prematura dos ovários) e infertilidade subsequente. Várias opções estão disponíveis para preservar a fertilidade: criopreservação de embriões, ovócitos ou tecido ovárico. A criopreservação de tecido ovárico é a única opção para algumas mulheres, como por exemplo as meninas pré-púberes. Esta estratégia apresenta a mais valia de não atrasar os tratamentos de quimio ou radioterapia, uma vez que a obtenção do tecido ovárico se pode fazer em qualquer fase do ciclo menstrual.

 

Principais resultados

Amostras de tecido ovárico humanas foram criopreservadas utilizando diferentes crioprotectores. Após a criopreservação, os fragmentos ováricos foram descongeladas e estudadas histologicamente. Os folículos saudáveis ​​ foram contados e foi avaliada a morfologia. Os resultados observados indicam uma elevada tolerância dos folículos, em especial os folículos primordiais – que perfazem 70-90% da totalidade dos folículos no ovário humano– e primários, ao processo de criopreservação sendo eles o alvo preferencial deste procedimento uma vez que é a partir deles que se inicia o processo de maturação. Os folículos maduros revelaram-se mais sensíveis à criopreservação apresentando-se em número inferior nas contagens efectuadas no tecido congelado, no entanto histologicamente normais.

Os nossos resultados demonstraram que na criopreservação de tecido ovárico o uso de substâncias crioprotectoras parece ser imperativo para que ocorra a sobrevivência dos folículos.