Fatores de risco para infertilidade em doentes oncológicos

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Idade: na mulher, o fator idade é muito relevante uma vez que o seu potencial reprodutivo diminui de forma fisiológica com o envelhecimento.

Fatores genéticos: alguns estudos indicam que a toxicidade gonadal associada à terapêutica antineoplásica, em mulheres com doença oncológica, pode ser influenciada pela suscetibilidade genética (4).

Tipo e dose de TA: determinados grupos de fármacos antineoplásicos, como os agentes alquilantes, estão associados a um maior risco de infertilidade futura, ao passo que para outros o risco é muito baixo ou mesmo inexistente. O risco está ainda dependente, para o mesmo fármaco, da dose total administrada.

Localização e dose da RT: verifica-se maior risco quando há irradiação craniana, testicular ou pélvica. Os efeitos são dose-dependentes, sendo que doses fracionadas têm geralmente menor toxicidade.

Cirurgia: algumas cirurgias do aparelho reprodutor masculino e feminino influenciam a fertilidade, podendo mesmo ser esterilizantes.

Tipo de doença oncológica: no homem será ainda necessário considerar a influência do tipo de doença oncológica, uma vez que o diagnóstico de cancro do testículo ou linfoma Hodgkin implica, por si só, contagens mais baixas de espermatozoides, mesmo antes de iniciar tratamentos (5). Este efeito é mediado por mecanismos imunológicos ou citotóxicos, ainda não completamente esclarecidos (6).