Como abordar estes tópicos com o doente?

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Na discussão deste tema com os doentes, sugere-se que sejam abordados os seguintes tópicos (7):

Informação sobre o risco individual
Discussão de preocupações frequentes
Referenciação a especialistas
Informação sobre o risco individual
Alguns tratamentos da doença oncológica podem causar infertilidade ou menopausa prematura.
Na determinação do seu risco individual considerámos os seus fatores individuais (tipo de cancro, idade e tratamentos planeados).
De acordo com essa informação, acreditamos que o risco específico, no seu caso, é [elevado, médio, baixo, não existe, desconhecido].
A sua fertilidade antes do cancro poderá também influenciar o seu risco individual [discutir se relevante].
Discussão de preocupações frequentes

Opções

i. Existem várias opções disponíveis para preservar a fertilidade e a parentalidade após o cancro.

ii. Para o homem, a opção mais utilizada e bem-sucedida é a congelação de esperma; existem outras opções, se a congelação de esperma não for uma opção viável no seu caso.

iii. Para a mulher, as opções mais estabelecidas são a congelação de embriões e de óvulos; existem outras opções, experimentais, se estas não forem opções viáveis no seu caso.

iv. Se pretender ter mais informação poderá ser feita referenciação para consulta com um especialista em medicina reprodutiva.

Tempo

i. A questão tempo é essencial; os tratamentos para preservação da fertilidade devem ser realizados antes de iniciar a quimioterapia e/ou radioterapia.

ii. No caso do homem, a colheita e congelação de esperma podem ser realizadas de forma rápida e repetidas a cada 24h, enquanto seja necessário, de forma a conseguir o número de amostras desejado.

iii. Na mulher, a preservação da fertilidade poderá demorar 2 a 4 semanas, no caso das técnicas estabelecidas; no entanto, algumas opções experimentais poderão ser realizadas mais rapidamente e, por isso, a referenciação atempada ao especialista em reprodução é importante.

Custos

Riscos associados à gravidez após a doença oncológica

i. Muitas doentes têm dúvidas relativamente à segurança de uma gravidez após a doença oncológica; os dados disponíveis são limitados mas até à data não se identificou risco aumentado de recorrência devido à preservação da fertilidade ou gravidez, mesmo em tumores hormonodependentes.

ii. Existem também preocupações relativamente ao risco de transmitir a doença oncológica à descendência. No entanto, com exceção de síndromas genéticas hereditárias e exposição in utero a alguns tratamentos de quimioterapia, não há evidência de que a história de doença oncológica, a terapêutica da doença oncológica ou as intervenções para preservar a fertilidade aumentem o risco de anomalias congénitas ou doença oncológica na descendência.

Referenciação a especialistas
Especialistas em medicina reprodutiva: para mais informação sobre a preservação da fertilidade, os doentes poderão ser referenciados a serviços especializados em medicina reprodutiva.
Profissionais de saúde mental: para muitos doentes, a possibilidade de infertilidade associada à doença oncológica é causadora de stress. “Há muitas questões sobre as quais é preciso refletir, para além do cancro. Pode ser referenciado a um psicólogo, se achar que é útil.” Muitos dos centros de medicina reprodutiva incluem psicólogos nas equipas, que poderão discutir estas questões, pelo que os doentes terão oportunidade de ser aconselhados no âmbito das consultas aí realizadas.

 

Última atualização: Fevereiro de 2014.

Informação elaborada com o apoio da

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